domingo, 24 de junho de 2012

Hoje estamos cá, como amanhã podemos já não estar...



Se à uns anos atrás eu soubesse o que sei hoje, muito possivelmente eu não estaria aqui a escrever neste momento, mas como todos nós sabemos, o mundo dá imensas voltas, voltas essas que podem ser boas ou más. E sinceramente, há alturas em que penso para mim mesmo, que talvez o melhor era a minha vida não ter dado as voltas que acabou por dar.

É mau quando damos a mão a uma pessoa e em troca ela atira-nos com uma pedra ou simplesmente "desaparece" da nossa vida sem razão aparente. Um dia somos tudo para alguém, e no dia seguinte é como se já não existíssemos para essa pessoa, e é aí que nos apercebemos que afinal não somos importantes nem nunca nos deram importância, e servimos apenas para passar o tempo.

A mim, que sou o autor deste texto, sei do que falo, e nunca consigo descobrir uma resposta que me deixe esclarecido. Sei que há quem não me conheça de lado nenhum e que não vai com a minha cara, e também sei que há quem me conheça e que por fora finge que gostam de mim, mas que na realidade nem me podem ver à frente. Porquê? Isso já não sei,nunca dei motivos a ninguém para não gostarem de mim, mas sei que é verdade, não ando a dormir nesta vida e pode não parecer, mas ando sempre atento a tudo o que se passa à minha volta.

Há pessoas que se acham os/as "grandes" mas que na verdade de "grandes" não tem nada, e com tanta "grandeza" na cabeça deles acabam por se enfraquecer a eles próprios até caírem de bem alto.

E ao longo do tempo apercebi-me que o meu mal lá no fundo até hoje, é eu ter tido sempre um coração mole, perdoar quando secalhar não devo e "correr" atrás de quem "foge".
Mas isso terminou, correrei atrás das pessoas sim, mas só até um certo ponto, e se realmente sentir que vale a pena, caso contrário se querem afastar-se sem motivos e de vez, que o façam, não voltarei a correr atrás de ninguém se vir que realmente não vale a pena.

Sei que não sou perfeito, mas sei que sou verdadeiro, ao contrário de algumas pessoas que nem sequer sabem o que isso significa.

domingo, 13 de junho de 2010

Até um dia...




Três anos passaram, e agora sim posso dizer que me sinto aliviado, pois durante este tempo todo não consegui ser minimamente feliz, apesar de haver alturas em que sorria por algo de bom, mas era algo que durou pouco tempo, tanto que assim foi que quando dei por mim apercebi-me que estava sozinho, sem nunca perceber o porquê, nunca dei razões nenhumas nem a ninguém para o fazerem, mas o que é certo é que fizeram, e durante estes três anos tive que aguentar, por mais que me custasse eu tive que aguentar praticamente tudo sozinho, sem nenhuma mão para me ajudar a levantar, sem nenhuma voz para me dar força… nada. Momentos de tristeza, de sofrimento, de lágrimas sem ninguém se aperceber de nada, tive que andar a maioria dos dias a sorrir com vontade de chorar, devido a tanta falsidade, a tantas mentiras, a tantas desilusões, a tanto cinismo, pessoas em quem eu confiei, que me espetaram grandes “facadas” nas costas ,e eu deixei, e acabei mal. Pessoas que eram muito boas pela frente, e que por trás andavam a tentar estragar-me a vida e eu não me apercebi de nada. Por vezes dou por mim a pensar se o melhor que eu teria feito era ter ficado onde estava antes de ter vindo para aqui, em vez de ter de lá saído. Sorri, sofri e ultrapassei, só que não esqueci.Mas finalmente agora começo a ver a luz ao fundo do túnel,apesar de estar a passar um dos piores momentos da minha vida, em silêncio e sozinho o que não está a ser nada fácil para mim.
Tenho a perfeita consciência da pessoa que sou, e que nunca dei razões a ninguém para me terem feito o que me fizeram.


Até um dia...